
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Quem são os animais?

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Os Festivais Internacionais de Yôga
Pode ter sido uma cidade, um lugar, um evento, uma festa, um restaurante, uma palestra, um curso, uma confraternização, enfim!
Sentiu?
Se já sentiu, já sabes onde quero chegar. Se não, posso lhe dar uma dica.
A cada três meses, em algum lugar do mundo, os praticantes, instrutores, docentes e mestres de SwáSthya Yôga se reúnem para compartilhar conhecimentos, se aprimorar na filosofia e na prática, para ampliar as amizades e diminuir a saudade.
No mês de maio é a vez de “Floripa” receber, pela décima segunda vez, cerca de 700 SwáSthas (pessoas que aderiram ao SwáSthya Yôga como estilo de vida). Os Fest-Yôgas em geral são recheados de cursos, sádhanas, palestras, vivências, lazeres e mais. Onde você tem a oportunidade de travar contato com uma infinidade de culturas diferentes em um só lugar.
O Fest-Yôga de Florianópolis é realizado em um hotel fechado somente para o SwáSthya Yôga! Já imaginou você completamente submerso numa vida yôgi, num ambiente yôgin, com yôgins e yôginis de diversos locais do mundo? Isso não tem preço!
Informe-se com o diretor ou diretora da sua escola como participar e aproveite os 3 dias de muita emoção!

Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Egrégora
Segunda-feira, 23 de Março de 2009
ÁSANA

Esta é a parte mais conhecida e característica do Yôga para o público leigo. Não é ginástica e não tem nada a ver com Educação Física. São técnicas corporais que produzem efeitos extraordinários para o corpo em termos de boa forma, flexibilidade, musculatura, equilíbrio de peso e saúde em geral.
Ásana é técnica corporal, sim, mas não exclusivamente corporal. Nada a ver com ginástica, nem com Educação Física. As origens são diferentes, as propostas são diferentes e a metodologia é diferente. Por isso, em Yôga não precisamos de muitas coisas que são fundamentais na Educação Física como, por exemplo, o aquecimento muscular. Em Yôga Antigo não utilizamos o aquecimento muscular antes dos ásanas. Para quem tiver interesse no estudo comparativo do Yôga com a Educação Física e suas distinções, a fim de não repetir aqui explanações já publicadas, recomendo a leitura do nosso livro Tudo sobre Yôga. Na prática, quem quiser sentir isso venha fazer uma aula experimental em qualquer yma de nossas unidades, é inteiramente gratuita.
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Afinal, a palavra Yôga tem acento?
Se alguém declarar que a palavra Yôga não tem acento, peça-lhe para mostrar como se escreve o ô-ki-matra (ô-ki-matra é um termo hindi utilizado atualmente na Índia para sinalizar a sílaba forte). Depois, peça-lhe para indicar onde ô-ki-matra aparece na palavra Yôga (ele aperece logo depois da letra Y). em seguida, pergunte-lhe o que significa cada uma das três partes do termo ô-ki-matra. Ele deverá responder que ô é a letra o; ki significa de; e matra traduz-se como "acento do o". Então, mais uma vez, provado está que a palavra Yôga tem acento.
O acento no sânscrito transliterado deve aparecer sempre que no original, em alfabeto dêvanágarí, houver uma letra longa. a letra longa, via de regra, é representada por um traço vertical a mais, logo após a sílaba que deve ser alongada. Para indicar isso em alfabeto latino, naconvenção que adotamos usa-se acendo agudo quando tratar-se dos fonemas a, i, u; ou circunflexo quando for o ou e. Estes últimos, no sânscrito, têm sempre o som fechado. Não existe o o aberto nem o e aberto.
Extraído do livro Quando é Preciso Ser Forte, DeRose.
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
"A Yóga" é uma coisa e "o Yôga" é outra bem diferente
Retirado do livro "Quando é Preciso Ser Forte", DeRose.
COMO TUDO COMEÇOU
Acho que você gostaria de saber como surgiu o desnaturamento do mantra Yôga e o motivo de algumas pessoas com atrelamentos ideológicos apegarem-se ao erro óbvio, obstinando-se em não aceitar a evidência do que está certo.
Na década de 60, surgiu o primeiro autor brasileiro a escrever sobre o assunto. Foi o general Caio Miranda.
Sendo do Rio de Janeiro, o general pronunciava os oo abertos e, por isso, dizia "a yóga". Como algumas pessoas mais bem informadas questionassem tal pronúncia, ele não fez por menos: publicou uma nova obra em 1962 pela Editora Freitas bastos, entitulada Hatha Yóga, a ciência da saúde perfeita e fez constar na capa do livro, bem como no texto interno, a palavra yóga com acento agudo no o!
No miolo desse livro ele ainda reforçava, na página 26, declarando que existiam os dois, "a yóga" e o Yôga. Que "a yóga" era a prática do Yôga, e que este era mais profundo, era a filosofia em si. Quando isso foi escrito não era verdade, tratava-se de um equívoco; mas trinta anos depois, para este país passou a ser parte da nossa idiossincrasia nacional. O Brasil tornou-se a única nação que possui os dois, o Yôga e "a yóga".
Na época ninguém discutiu. Nem podia! Logo em seguida instalou-se a ditadura militar e quem (involuntariamente, por certo) instilava o erro era um general! Não que ele quisesse usar a patente para impor sua opinião, mas só pelo fato de ser militar as pessoas submeteram-se à sua pronúncia carioca, com ó aberto. Ainda por cima, Caio fora o Chefe da Agência Nacional, o órgão do Governo que determinava à Imprensa o que ela devia publicar. Assim, a Imprensa escrita, falada e televisionada da época passou a divulgar a palavra "yóga" no gênero feminino e com pronúncia aberta.
Próximo post: O acento.
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Decidindo a profissão - Como me tornei instrutora.
Se aproximava o dia em que teria que decidir qual profissão seguir e nenhuma ainda se mostrava especial em minha vida. Começava a me sentir mal, a me pressionar. Parti para as pesquisas. Travei contato com diversos tipos de profissionais, sem que eles percebessem ia interrogando sobre sua profissão.
Dentro de mim eu sentia que queria algo especial, mas não conseguia entender, tampouco decifrar o que seria. Comecei a ouvir as pessoas, uns diziam umas coisas outros diziam outras bem diferentes. Algumas até me faziam pensar, contornava um futuro e, não, não era aquilo.
O tempo se esgotou, decidi estudar algo que eu me identificava um pouco, mas que não me imaginava o resto da vida me especializando e trabalhando naquilo. Me formei em Marketing Organizacional.
Apesar de já atuar na área em uma grande empresa, não me sentia realizada, até achava o trabalho bem interessante, como ainda o acho, mas não conseguia me ver e me sentir uma profissional e fazer aquilo para sempre.
A empresa na qual trabalhava oferecia aulas de Yôga e de Yóga (sim, existem os dois. Depois falarei da diferença. Acompanhe o blog.). Comecei praticando Yóga. Apesar de gostar, pois me tirava do trabalho por uma hora, achava muito monótono, calmo, o que contraria diretamente a minha personalidade! Comecei a ouvir comentários de senhoras com mais idade que “a Yóga daquela outra mulher era muito forte”. Elas falavam na verdade do Yôga. No dia da aula fui lá e fiquei do lado de fora da sala observando as pessoas chegarem. Foi então que chegou a professora. De cara senti o impacto e diferença. Ela chegou até mim, com um sorriso que não tenho palavras pra descrever e disse “então, vamos praticar?”. Era a Marcia Zanchi, Presidente da Federação de Yôga do Ceará. Depois disso o que se sucedeu foram técnicas extremamente agradáveis a um corpo jovem e saudável como o meu, que sempre gostou de esportes e dança. Não conseguia mais me levantar após a descontração. Era tudo tão novo, sensações tão maravilhosas, os movimentos sinuosos, a respiração, as percepções, queria ficar ali por horas, só sentindo tudo o que aquela prática acabara de me proporcionar.
Pena que só durou mais uma prática e, misteriosamente, as aulas com a Universidade de Yôga foram canceladas.
Não conseguia esquecer como me sentira. A prática, as técnicas, as teorias, a filosofia. Tudo isto me fez sentir algo que até me assustou. Tinha vontade de transmitir aquilo, de fazer mais pessoas se sentir daquele jeito. Me via dando aulas. Queria ensinar!
Mas transcorreu muito tempo até que eu fosse até a escola para praticar. Não tinha condições no momento. Nem financeiras, nem de disponibilidade de tempo, tampouco de transporte (era tudo muito longe – casa, trabalho, Uni-Yôga). Para não ficar parada, voltei às aulas de Yóga. O que antes me parecia monótono, agora era de tirar a paciência. Desculpem se a sinceridade neste momento faz parecer falta de ética, perceba que falo da minha vida pessoal, não tendo nada a esconder sinto-me à vontade para falar dos meus sentimentos.
O tempo passou e finalmente consegui contornar a situação e fui até a escola (Uni-Yôga). Chegando lá, pude não só matar a saudade daquele sorriso, mas conhecer outros tão maravilhosos quanto. Minha frase foi direta: Quero ser instrutora!
A Marcia, hoje carinhosamente, Marcinha, me olhou com um brilho que jamais esquecerei. Pacientemente me explicou sobre o Método, sobre a formação, sobre as práticas, mostrou-me certificados, livros, falou de cursos... A cada palavra me sentia mais segura. Pude em poucos minutos entender tudo o que ouvira falar sobre o Método DeRose, sobre o Mestre DeRose, sobre a Universidade de Yôga: inveja.
A cada dia que convivia com aquelas pessoas me encantava mais. Quanta gente jovem, alegre, saudável, disposta! Tudo era motivo de festa, de passeio, de viagem. Se não havia nada no calendário, após as aulas, íamos para a casa de alguém e víamos filme.
Por hoje, acho que já ocupei muito seu tempo e sua vista.
Continuarei a escrever mais sobre a minha formação, sobre o Método DeRose, sobre o Yôga e a Yóga. Me acompanhe!
Beijos, abraços e SwáSthya!
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